É pra ser como um diário, apesar de nunca ter tido um, me surgiu o desejo de registrar minhas percepções mais latentes e divulgá-las. Não vou descrever meus dias, mas meus sentimentos e sensações, me divirto assim.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Grito

Vem força não se sabe de onde, junto com os delírios.
Saem sem forma para qualquer um.
Um corpo jogado, solitário.
Percebe-se assim...
De novo aquela força, É um ciclo.

Viagem sonífera, feita entre os rios salgados.
Não é possível esconder-se dos próprios desejos.
Quando finda o passeio aparecem fantasias divertidas
Seguidas pelo nada.

Então a força volta, tentando livrar do que se quer encontrar
Do que se precisa sentir.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Algumas sensações.

A magia das cores e sons e perfumes ao meu redor.
Sinto-me uma criança descobrindo o mundo, me descobrindo. A areia entre meus dedos, a brincadeira despretensiosa, o sorriso espontâneo. Os amigos de infância, o brilho nos olhos.

Meus sonhos e planos não mudaram. A vida segue simples, como sempre, como nunca. A cada piscada de olhos algo novo é captado. Minhas lentes estão limpas, as imagens são nítidas.

A confusão de ontem é a certeza de hoje. A certeza de hoje, nem sei se é real.

Convicta das minhas sensações, sigo adiante. Nesse mundo de contradições eu sou apenas mais uma.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

?...?

Até onde vamos?
Qual é a hora de parar?
O que se busca?
Até onde vai o meu direito?
Onde começa o do outro?
Qual a minha responsabilidade com a harmonia social?
Qual a minha idade na verdade?
O capitalismo é eterno?
Vale a pena lutar?
É melhor se adaptar?
O que acontece quando morremos?
Qual força me move agora?
Quantas pessoas me amam hoje?
Amanhã, serão mais ou menos?
O que eu vim fazer aqui?
Dinheiro traz felicidade?
O que é o amor?
Amor é suficiente?
Quais são as pessoas que eu amo?
Porque não cuido melhor de mim e das outras pessoas?
Qual o sentido da vida?
O que seria de mim sem meus pais?
Como minha família vai estar daqui a cinco anos?
E as pessoas que não tem família? Posso fazer algo pra ajudá-las?
Porque as pessoas gostam de ver os outros sofrerem?
Porque tanta gente coloca dinheiro acima de tudo?
Qual o motivo para mentir?
A verdade dói?
Existe uma (1) verdade?
Como vai ser o meu primeiro filho?
Quando vou me formar?
Eu vou me casar?
O que posso fazer pelo mundo?
O que eu faço?


Tantas perguntas, poucas respostas.
Perguntas crescem em PG e respostas em PA.

domingo, 14 de junho de 2009

Rodopiando

Sensação de estar solta no espaço, sem passado, sem futuro. Aquele corpo onde mora uma alma está rodando no ritmo das batidas do peito. Olhos fechados, melhor para sentir os amigos ao redor, a mente viaja pela escuridão que meus olhos captam e pela luz que minha alma revela.
A música ainda rola quando abro os olhos. Nada muda, todas as percepções foram reais e continuar vivendo aquele momento é mais que um mero desejo.
Está tudo misturado: água, licor, refrigerante, cerveja, amizade, cachaça, amor, vinho, saudade. Posso voar nesse momento e numa tentativa de fazê-lo tranco a janela da alma, me concentro em transmitir meus pensamentos e sentimentos para onde mais desejo estar. Não sei se consegui. Destranco e tranco a todo momento. Decidi ficar só ali, as respostas estão ao meu redor.
Leve e sorridente.
A dança, o colo, a água, as risadas, as revelações. Tudo em perfeita sintonia. Eu sinto meus olhos brilharem. No caminho de volta aquele corpo, já exausto, dorme, a alma segue para o Centro.
O sol me tira da cama, quero ver o mar e depois voltar pra onde minha alma foi.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

DIA DOS NAMORADOS


O dia dos namorados me faz pensar. Não acho uma data importante, mas é interessante perceber q sempre estou sozinha neste dia.
Ano após ano, no dia 12 de Junho, estou eu lá com a minha cabeça no travesseiro segurando uma pequena lágrima que tento conter.
Esse ano está sendo diferente, meu dia vai ser lindo e a noite também, creio que passarei a madrugada a dar risada com meus amigos. Mas talvez o coração aperte na hora de fazer o balanço anual dos relacionamentos amorosos. Porque, desde o final de 2007, sonho mais em ter uma família, desejo estar com um alguém especifico, volta e meia fiquei sem ar, perdi o chão... mas o sentimento calmo e incontrolável estava se alastrando em mim e na minha vida. Chegou uma época em que não permitia outro alguém perto de mim, fiquei surda, cega e muda, ah! desmemoriada também.
Quis ter filhos, fazer as malas, ter a minha família, quis fazer parte da tão observada cumplicidade de uma família que admirei (e continuo admirando muito) mesmo sem conhecê-la direito.
Esse ano planejei meu dia dos namorados, faltavam alguns detalhes agora falta o essencial. Todos os dias sinto coisas que não entendo, meu corpo treme involuntariamente, tenho medo. A sensação é de que terei minha segunda convulsão, mas dessa vez não vejo luzes ao meu redor.
Tenho esperança, ainda não quero apagá-la. Conheci lugares e pessoas maravilhosas. Por alguns segundos a duvida aparece: será que era real? Ela some com uma resposta sussurrada ao pé do meu ouvido dizendo: sim, e ainda te quero. Confundo a realidade com a fantasia, quando me dou conta corre um rio em mim. Os banhos de chuva têm me ajudado. Sem esquecer dos amigos maravilhosos, devo lembrar que tive um ombro perfeito pra meu pranto, e tive conselhos vindos de todas as partes, mais do que nunca percebo meus amigos perto de mim, como a mola q impulsiona a catapulta ou os pilares de um grande prédio (talvez ambos). Família é a base de tudo, a que Deus me deu e a que Ele me conduziu a escolher (meus amigos).
Meu dia dos namorados será diferente, assim como todos os dias que ainda virão. Eu serei diferente, a mesma Tainá de sempre, mas diferente. É possível? No caso da resposta ser não, vou preferir ser simplesmente a mesma Tainá de sempre.