É pra ser como um diário, apesar de nunca ter tido um, me surgiu o desejo de registrar minhas percepções mais latentes e divulgá-las. Não vou descrever meus dias, mas meus sentimentos e sensações, me divirto assim.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resiste ao tempo e ao depois.

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Artur da Távola)

sábado, 25 de julho de 2009

A verdade dos sentimentos não depende de um lugar.
As pessoas importantes precisam saber o quanto o são, e não interessa só demonstrar, é preciso que tudo seja captado por quem está do outro lado. Estar perto fisicamente não tem preço. Usar todos os sentidos é indispensável para que as relações sejam completas, fugir/evitar algum deles é afastar-se do inteiro.
Já perdi oportunidades inigualáveis de fazer-me importante para alguém, não por falta de vontade, mas por mera distração e pela frágil certeza de que quem eu amo sabe dos meus sentimentos. Distraída me deixei tomar pela fé de que sempre haveria tempo para o que é fundamental, então deixei passar por prioridade o que deveria ser banal.
Agora peço a Deus, para que ele me dê novas chances e sigo observando para não perdê-las novamente quando me forem concedidas.

Minha familia, meus amigos, meu amor, . Amo vocês, com o medo de esquecer de alguem não vou citar nomes, espero que saibam q são amados.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mudança.

Arrebatadoras, as emoções parecem não fazer parte deste cotidiano.

Está tudo fora de ordem, por enquanto. A vida está mudando, tomando novos rumos, as pessoas já não são as mesmas.

Na ânsia de amadurecer elas apodrecem, não darão mais frutos, seguirão por um caminho sem flores, e se espalharão pela terra rumo ao esquecimento.

O brilho inocente deve ser mantido, dentre tantas confusões parece não ser fácil. Mas como tudo na vida, basta desejar e começar.

domingo, 12 de julho de 2009

SAUDADE.


Saudade
Ah sentimento que me invade,
Teima em ficar nos dias, na rotina diária.
Os trilhos da vida são moveis, flexíveis, nos levam a toda parte.
Levam e trazem flores e espinhos, inseparáveis.

Saudade
Do que não vi, não vivi.
Presenciei e participei.
De momentos e pessoas.
Coisas e sentimentos.

Encho os pulmões dessa vontade.
Quando soltar esse ar, estarei mais aliviada,
Até uma nova mudança dos trilhos.